27 set 2018

BY: rdhadmin

Sem categoria / Serviço Empresarial

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LIBERTANDO-SE DO CRÍTICO INTERNO.

 RECUPERE A SUA AUTO ESTIMA

Você tem o hábito de se cobrar, se julgar, se criticar, se chicotear e de achar que está sempre em dúvida com alguém ou alguma coisa?

Se estes sentimentos refletem a maneira como você se sente em muitos momentos, acredite – você não está sozinho. Eles refletem a presença do “crítico interno”.

Liberte-se do critico interno, recupere a auto estima.

Um aspecto de nossa personalidade criada nos primeiros anos de vida, e que reflete os julgamentos e censuras que recebemos de nossa família, escola e grupo religioso.

O crítico nasce junto com o processo de socialização, período em que aprendemos as regras, os comportamentos e os valores socialmente aceitos. Através do crítico sabemos se nossas ações, pensamentos ou emoções estão em concordância ou discordância com estas regras e valores. Se formos “obedientes” iremos nos sentir bem, se quebrarmos as normas ou expectativas, nos sentiremos culpados ou desmoralizados.

Com o tempo não é mais necessária a repreensão por figuras de autoridade, pois nosso crítico interno antecipa-se, alertando-nos de qualquer comportamento que possa trazer descontentamento ou ameaçar o status quo.

A partir do momento em que o crítico centraliza nossa auto percepção ocorre um bloqueio em nosso crescimento mental e emocional. Por medo de sermos expostos, criticados e humilhados deixamos de mostrar quem realmente somos (integridade) e o que somos capazes de fazer (habilidades), o que diminui nossa auto estima e auto confiança e faz surgir vários sintomas, entre eles a depressão, a ansiedade, a insegurança e a falta de sentido na vida.

Gradativamente, esta dimensão julgadora de nossa personalidade desenvolve uma inteligência e uma intuição próprias, uma capacidade precisa para analisar nossos sentimentos, motivações e dúvidas e, principalmente, para identificar as falhas e as nossas limitações.

Para muitos de nós o crítico interno excedeu sua área de atuação e competência. De posse de informações confidenciais, como medos e fragilidades, ao invés de nos apoiar nos momentos difíceis, ele aparece como um doutor sabe-tudo, exagerando, ou mesmo inventando dificuldades e limitações pessoais. Funciona de forma independente, sem controle, perseguindo e questionando cada uma de nossas ações e decisões.

Quando não temos controle sobre o nosso crítico interno, este pode ser capaz de sabotar nossos sonhos, objetivos ou projetos apenas para confirmar a sua versão da nossa história, o “quanto ele tinha razão”.

Através da auto sabotagem criamos conflitos desnecessários para nós mesmos – atos que, de forma intencional ou subconsciente, frustram ou impedem a realização de um propósito sobre o qual investimos nossas energias.

As maneiras mais frequentes de sabotagem envolvem questões de trabalho (a perda de uma oportunidade), de relacionamento (término ou frustração), financeiras (aplicar mal o dinheiro) ou de competência (desempenhar-se abaixo da capacidade) ou de confiança (confiar em pessoas não confiáveis).

Por trás das atitudes de sabotagem existem crenças auto limitantes que são utilizadas pelo crítico com objetivo destrutivo, entre elas: “eu não sou bom o suficiente”; “eu não mereço ter sucesso”; “eu não mereço ser amado”, “eu sou egoísta, só penso em mim”, etc.

O processo de auto hipnose induzido pelo crítico é muitas vezes tão poderoso que mesmo reconhecendo os sinais ou indicações internas que nos alertam para o resultado final desastroso, raramente somos capazes de mudar de atitude – existe um sentimento de inevitabilidade, de “destino”, que nos impede de questionar o que está acontecendo.

Liberte-se do critico interno, recupere a auto estima

O Crítico no Trabalho

No campo profissional, o crítico interno também cobra o seu preço. Nos momentos decisivos de uma reunião ou tomada de decisão ele aparece em nossa consciência, comentando: “Hei, onde você pensa que está indo? Você não é tão competente quanto imagina”; “Se isto der errado, você sabe com que cara vai ficar?”; “Imagine só se eles souberem que você …“; “Veja como os outros têm sucesso, enquanto você …”, ou “você não tem o direito de errar”.

Nos momentos em que queremos exercer a autonomia, o espírito de risco, a iniciativa, a criatividade e a capacidade de dar e receber feedback, nosso crítico não nos ajuda. Pelo contrário, por conhecer e exagerar todas nossas limitações e deficiências, ele faz tudo para minar nossos esforços nesta nova direção.

Para ele, o modelo burocrático de empresa é o ideal – cada um fazendo apenas aquilo que estava definido em sua descrição de cargo, sem questionar processos e práticas nem confrontar ou arriscar nada.

O crítico não aparece apenas dentro de nós, em nossa imobilidade diante de novas situações. Ele revela-se também fora de nós, na figura de um juiz exigente que tudo percebe, compara e critica.

Este juiz vai ficando mais evidente na medida em que galgamos postos mais altos dentro da empresa. O poder de controlar cada vez mais pessoas, processos e recursos, oferece a oportunidade para que o crítico domine os relacionamentos.

É freqüente o caso de profissionais recém promovidos tratarem seus colegas, repentinamente, de forma fria e distante. Uma posição hierárquica superior estimula o crítico interno, que se manifesta sob a forma de atitudes e comportamentos extremamente exigentes, críticos e perfeccionistas, criando um ambiente de trabalho insuportável, estressante.

Liberte-se do crítico interno. Recupere a auto estima

Transformando o Crítico

Atualmente sabemos o suficiente sobre este personagem aparentemente hostil, e de como transformá-lo num aliado em nosso processo de realização pessoal e profissional.

Para isto é importante identificar quando o crítico está funcionando sem limites – isto pode ser detectado pelo tom de voz agressivo, a utilização de frases destrutivas e ameaçadoras, que geram sentimentos de culpa, inadequação ou inferioridade e falta de energia ou ânimo para a vida.

Em muitas situações nosso crítico é estimulado por pessoas críticas e perfeccionistas à nossa volta.

Para lidar com estas situações, pergunte-se:

  • . quais são as pessoas que me fazem sentir mal comigo mesmo?
  • . o que ela faz ou fala que te deixa mal?
  • . qual a sua reação diante das ações ou comentários desta pessoa?
  • . que alternativas positivas você pode desenvolver?

Liberte-se do critico interno, recupere a auto estima

Em termos de alternativas, é bom lembrar: aquilo que as outras pessoas sentem em relação a nós está associado ao passado delas.

Se alguém insiste em nos criticar e julgar severamente, é porque o nosso comportamento ou comentário recorda algo ameaçador em sua história pessoal (a não ser que o nosso comportamento seja francamente irresponsável ou abusivo).

Neste caso existem duas alternativas: se possível, afastar-se destes relacionamentos (a melhor maneira de nos respeitarmos é conviver apenas com aqueles que nos respeitam); se não for possível, repetir para si mesmo: “Isto não sou eu, isto não é dirigido para mim”.

Há outras situações em que o crítico emerge e danifica nossa auto-estima e auto imagem, caracterizadas por uma maior vulnerabilidade, falta de controle, insegurança, inadequação ou incompetência.

Entre elas  podemos citar:comportamentos de falta de integridade, situações estressantes, desconhecidas ou adversas e aquelas em que nos tornamos o centro das atenções. Em qualquer uma delas devemos estar alertas para não sermos “massacrados” pelo nosso crítico e, assim, agravar uma situação já complicada.

Líderes muitas vezes são definidos como aqueles que conseguem permanecer calmos, isentos, em situações de caos e ameaça.

Não é difícil perceber que esta habilidade tão valorizada não é gratuita,  mas é  conseqüência de um trabalho de conscientização constante que implica num domínio pessoal sobre o crítico interno, e mesmo sobre o juiz externo – pessoas que estão dominadas pelo crítico e se comportam de forma emocional, pessimista, prejudicando o trabalho em equipe e o clima de confiança entre as pessoas.

Não importa em que ambiente exercemos nosso papel, nem qual o nosso poder de mudar as estruturas de poder. Compreender as conseqüências destrutivas de comportamentos influenciados pelo crítico interno e os benefícios gerados sob a influência de nossa intuição, faz toda a diferença.

Não apenas geramos uma melhor qualidade de vida para nós mesmos, mas seremos capazes de apoiar um ambiente de maior harmonia, transparência e confiança, que afetará todos os nossos relacionamentos.

O Crítico é um grande sabotador interno. A voz do Crítico é:

  • Muito exigente
  • Nunca está satisfeito.
  • Ser sempre patologicamente perfeccionista.
  • Não aceita erros.
  • Compete e compara.
  • Ansioso e aflito.
  • É autoritário.
  • Desconfia de você mesmo e de todos.
  • Extremamente controlador.
  • Extremamente pré-ocupado com tudo.
  • Destruidor do aspecto lúdico e criativo.
  • Impedidor de novos aprendizados.
  • Grande destruidor de vínculos.
  • Promotor de uma grande desconexão interna (olhar somente para fora, julgador)
  • Compromete o olhar para o êxito na sua vida.
Liberte-se do crítico interno. Recupere a auto estima

Inteligência Positiva (Shirzad Chamine)

Os Sabotadores são os inimigos internos. São crenças, conjunto de padrões mentais automáticos e habituais, cada um com a sua própria voz, crença e suposições que trabalham contra o que é melhor para vocês.

São dez, estes Sabotadores:

O Crítico

O Crítico é o principal Sabotador, o que afeta todo mundo. Ele leva você a constantemente encontrar defeitos em si mesmo, nos outros e nas suas condições e circunstâncias.

Gera a maior parte de sua ansiedade, estresse, raiva, decepção, vergonha e culpa. A mentira dele para se justificar é a de que sem ele, você ou os outros se transformariam em seres preguiçosos e sem ambição que não iriam muito longe.

Assim, a voz dele costuma ser confundida com a voz durona da razão em vez de o Sabotador destrutivo que realmente é.

O Insistente

O Insistente é a necessidade de perfeição, ordem e organização levada longe demais. Ele deixa você e os outros ao seu redor ansiosos e nervosos. Drena a sua energia ou a dos outros com medidas extras de perfeição que não são necessárias.

Também faz você viver em constante frustração consigo mesmo e com os outros por as coisas não estarem perfeitas o bastante. A mentira dele é que o perfeccionismo é sempre bom e que você não paga um preço muito alto por ele.

O Prestativo

O Prestativo obriga você a tentar ganhar aceitação e afeição ao ajudar, agradar, salvar ou elogiar os outros constantemente. O resultado é que ele faz com que você perca de vista suas próprias necessidades e se ressinta dos outros.

Também encoraja os outros a se tornarem exageradamente dependentes de você. A mentira dele e que você está agradando os outros porque é uma coisa boa de se fazer, negando que, na verdade, você está tentando ganhar afeição    e aceitação indiretamente.

O Hiper-Realizador

O Hiper-Realizador deixa você dependente de desempenho e realizações constantes para ter respeito e validação próprios. Ele mantém você concentrado principalmente no sucesso exterior em vez de no critério interior para felicidade.

Costuma levar a tendências insustentáveis de vício em trabalho e faz com que você perca contato com necessidades emocionais e de relacionamento mais profundas.  A mentira dele é que sua aceitação própria deveria ser dependente do desempenho e da valorização externos.

A Vítima

A Vítima quer que você se sinta emotivo e temperamental como forma de ganhar atenção e afeto. Ela resulta em um foco extremo em sentimentos internos, principalmente os dolorosos, e pode muitas vezes resultar em uma tendência a se martirizar.

As consequências são que você desperdiça sua energia mental e emocional, e os outros se sentem frustrados, impotentes ou culpados de nunca conseguirem fazer você feliz por muito tempo.  A mentira da Vítima é que assumir a figura de vítima ou mártir é a melhor maneira de atrair cuidado e atenção para si mesmo.

O Hiper-Racional

O Hiper-Racional coloca um foco intenso e exclusivo no processo racional de tudo, incluindo relacionamentos. Ele faz com que você seja impaciente com as emoções das pessoas e as veja com indignas de muito tempo e consideração.

Quando você está sob influência do Hiper-Racional, pode ser visto como frio, distante ou intelectualmente arrogante. Ele limita sua profundidade e flexibilidade com relacionamentos no trabalho e em sua vida pessoal e intimida pessoas com mentes menos analíticas.

A mentira dele é que a mente racional é a forma mais importante e útil de inteligência que você possui.

O Hipervigilante

O Hipervigilante faz você sentir ansiedade intensa e continua em relação a todos os perigos que cercam você e em relação a tudo o que poderia dar errado. Ele fica constantemente em estado de alerta e nunca pode descansar.

Isso resulta em uma grande quantidade de estresse continuo que exaure você e os outros. A mentira dele é que os perigos ao seu redor são maiores do que realmente são e que a vigilância ininterrupta é a melhor maneira de lidar com eles.

O Inquieto

O Inquieto está constantemente em busca de emoções maiores na próxima atividade ou mantendo-se sempre ocupado. Ele não permite que você sinta muita paz e alegria com sua atividade atual.

Dá a você uma contínua série de atividades que o faz perder o foco nas coisas e nos relacionamentos que realmente importam. As outras pessoas têm dificuldades em acompanhar a pessoa guiada pelo Inquieto e costumam se sentir distantes dele ou dela.

A mentira dele é que, ao se manter tão ocupado, você está vivendo a vida intensamente, mas ele ignora o fato de que a busca por uma vida cheia faz você perder a vida que está acontecendo no momento.

O Controlador

O Controlador funciona movido a uma necessidade ansiosa de estar no comando, controlar situações e dirigir as ações das pessoas de acordo com a vontade dele. Ele gera alta ansiedade e impaciência quando isso não é possível.

Na visão do Controlador, ou você está no controle, ou está fora de controle. Enquanto o Controlador permite que você consiga resultados em curto prazo, ele acaba gerando ressentimento nos outros em prazos mais longos e impede que eles exercitem e desenvolvam sua capacidade plena.

A mentira dele é que você precisa do Controlador para extrair os melhores resultados das pessoas ao seu redor.

O Esquivo

O Esquivo se concentra no positivo e no prazeroso de uma maneira extrema. Ele evita tarefas difíceis e desagradáveis e conflitos. Ele leva você aos hábitos de procrastinar e fugir de conflitos. Isso resulta em explosões nocivas, em conflitos sufocados que foram deixados de lado, e provoca atrasos na conclusão de coisas. A mentira dele é que se você evitar falar de conflitos, você está sendo positivo.

O SÁBIO

Se os Sabotadores representam seus inimigos interiores, seu Sábio representa a parte mais profunda e inteligente de você. Ele é a parte que pode se elevar acima da confusão e na o permitir se deixar levar pelo drama e pela tensão do momento e nem ser vítima das mentiras dos Sabotadores.

A perspectiva dele de qualquer desafio que você encara é que esse desafio ou é uma dádiva  ou uma oportunidade ou pode ser transformado nisso. Ele tem  acesso a cinco grandes poderes da sua mente e os mobiliza para encarrar qualquer desafio.

Esses poderes residem em áreas de sua mente diferentes das que alimentam seus Sabotadores.

Os cinco grandes poderes do seu Sábio são:

  1. Explorar com grande curiosidade e mente aberta.
  2. Ter empatia consigo mesmo e com outros e levar compaixão e compreensão a qualquer situação.
  3. Inovar e criar novas perspectivas e soluções fora dos parâmetros convencionais.
  4. Navegar e escolher um caminho que melhor se encaixe em seus valores e missão mais profundos e básicos
  5. Ativar e ter ações decisivas sem o tormento, a interferência eas distrações dos Sabotadores.

Liberte-se do critico interno, recupere a auto estima

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