27 set 2018

BY: rdhadmin

Serviço Clínico

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OS 3 NÍVEIS DE RELACIONAMENTOS

Nos relacionamentos, encontramos um dos instrumentos mais importantes para o exercício que nos levará a cura de nossos apegos mais profundos.

É no encontro que surge a maior oportunidade para evolução ou estagnação. É no encontro que tentamos recriar as feridas da infância para superá-las. Como não temos consciência disto, estamos muito mais próximos da repetição inconsciente dos mesmos padrões do que para evolução dos mesmos

Na realidade, nesta afirmação está contida a profunda verdade de que a maioria de nós passa uma vida inteira assistindo ao mesmo filme com cenários e atores diferentes. Mas o ponto central está lá. Temos sempre um foco a ser trabalhado e vários sub-focos ligados a este ponto central. Cada um sabe onde está seu maior apego, e até que ponto este apego nos fez abandonar nosso maior desejo em vez de nos fazer ir ao encontro dele.

Nos apegamos tanto ao medo da dor que acabamos por ter cada vez mais dor.

Para que possamos vislumbrar a perspectiva de um novo entendimento dos relacionamentos com os outros, com os fatos, objetos e consigo mesmo, é necessário a compreensão da existência de alguns níveis de amor contidos dentro de nós; e também é necessário compreender que as relações são oportunidades para que possamos perceber onde estão nossos maiores apegos.

São estes os níveis de relacionamentos descritos pela abordagem de Jean Yves Leloup:

“Ninguém cura ninguém e ninguém se cura sozinho; as pessoas se curam no encontro.”

Roberto Crema

PORNÉIA  – É o relacionamento do bebê com a mãe

Mama, bebe e  come, enfim é o relacionamento que consome o outro. A ser humano e as empresas estão consumindo o outro, os recursos e os ecossistemas. Neste tipo de relacionamento devoramos o outro, e quando o outro nos decepciona, nós o “vomitamos”.

Amar e rejeitar é a lei básica deste nível de relacionamento.

EROS  –  É o relacionamento do adolescente, do encantamento.

É o relacionamento no qual se busca a felicidade, você vai na direção do outro para ser feliz com ele. Se não somos felizes, “adolescentemente” culpamos o outro. Vamos buscar alguém para preencher aquela falta que não recebemos na infância. É o mito da alma gêmea, de que outra metade irá me completar.

PHILIA –  É o relacionamento da troca.

No momento em que trabalhamos um pouco na evolução de nossos apegos, e passamos a compreender um relacionamento, no sentido de que ninguém nos fará feliz, e de que a felicidade é uma conseqüência natural de se conseguir ser quem  se é. Pleno e inteiro surge este nível de relacionamento que é a parceria e o companheirismo. Quando vamos na direção do outro para aprender a ser humano, aprendendo dar e receber afeto.

Philia, é quando deixamos de consumir para compartilhar.

ÁGAPE – É o nível mais alto de relacionamento. Ele é incondicional, o afeto gratuito, transpessoal. É o estado interno maior que o coração humano.

Diria que este nível de relacionamento é para os “seres iluminados”, os santos, são as pessoas que realmente conseguiram se tornar “humanizadas”, ou seres humanos de verdade, na sua plenitude.

Como na maior parte da vida estamos nos relacionando no nível da pornéia e de eros, eles vão se tornando cada vez mais superficiais e distantes, e dificilmente iremos amadurecer para melhorar nossas relações profissionais e afetivas.

Desta forma é necessária uma reflexão profunda de quais os níveis de relacionamentos estamos vivendo para que possamos experimentar um pouco de felicidade e evolução em nosso caminho.

E desta forma sermos mais verdadeiro, inteiros e produtivos em nosso trabalho.

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